Thursday, October 31, 2019

Luján - Trelew





Fieis seguidores, he he
Chegamos em Trelew, uma cidade depois da que tinha sido programada.
Saímos num belíssimo dia de Primavera, o frio facilmente contornável, e a estrada impecável, não tem “remendos” o que dirá buracos.

Sem falar que não tem pedagio nem pardal...
É só colocar 120 km e olhar para frente.
Assim foi fácil rodar os 817 km que nos trouxeram até aqui.
Literalmente um passeio.

As emoções por conta do Dario: quando conseguimos abastecer (200 km sem nenhum posto é normal), ele só tinha 1 litro no tanque. Depois teve que parar por que foi avisado que a mala dele estava aberta e finalmente outra parada por que a placa da licença perdeu os parafusos e estava pendurada.
Normal numa HD.
Amanhã chega no aeroporto daqui o Fernando, filho do Nelson (meu irmão), que vem do Qatar, via São Paulo e Buenos Aires, e passa a integrar o grupo.
Depois sairemos para Calete Oliva, uns. Km

Tuesday, October 29, 2019

Trelew - Caleta Olivia



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O dia começou mais tarde do que usual. Isto porque toda a trupe resolveu esperar pela minha chegada, prevista para as 10 da manhã. Com o voo no horário, antes das 10:30 já estávamos na estrada.

A etapa programada hoje era de Trelew a Caleta Olívia numa distância de 480 km. Os primeiros 200 km foram com uma temperatura de 10 graus e apesar do sol na partida, após uns 80 km já começou um intercâmbio entre sol e chuva. A estrada era boa, mas não espetacular. Mas nada parecia problema para os bravos motociclistas.

Após 200 km, paramos em posto apenas para abastecer e tomar um café e de volta a estrada. A partir deste ponto a chuva deu uma trégua, a temperatura subiu para uns 16 graus porém um novo desafio apareceu no horizonte: o vento.

Era um vento bastante desafiador. Do carro os comedores de pão de miga podiam ver os destemidos motociclistas sofrendo com o vento, que vinha de todas as direções. Rubens era quem mais sofria, pois por ter a moto mais alta tinha mais trabalho para se equilibrar e vencer o vento.

A próxima parada foi em Comodoro Rivadavia. Foi uma parada rápida, pois o recém inaugurado posto nem lanchonete tinha. Como estávamos a apenas 80 km de Caleta Olívia resolvemos continuar para chegar logo.

Esse trecho apesar de pequeno, o estado do asfalto era muito ruim ( o pior até agora, segundo quem está na expedição desde o começo). E teve de tudo, sol, chuva, ser parado pela polícia, arco íris. Tudo isso em menos de 80 km.

Finalmente as 17 horas chegamos no hotel e agora é hora de ir para o bar e depois descansar pois amanhã tem mais


Friday, October 25, 2019

Caleta Olivia - Rio Gallegos






A partida está marcada para as 7:15 da manhã. Entretanto as 6:30 a movimentação de arrumar malas e se preparar já é intensa no hotel. Todos estão com vontade de iniciar mais essa etapa. 4 minutos antes do horário previsto a última moto abandona o hotel.

O dia é de céu claro, a temperatura de 10 graus e 700 km nos separam de Rio Gallegos. Os primeiros 200 km são tranquilos: sem muito vento e com uma estrada de qualidade excepcional e praticamente sem trânsito.

A primeira parada é em Tres Cerros. Ontem durante o jantar, entre um copo de vinho e outro estudamos o percurso e vimos que os postos de combustíveis seriam escassos. Melhor aproveitar todas as oportunidades que tivéssemos para abastecer.

Saímos de Tres Cerros e a temperatura esfriou e o vento aumentou. Diferente da imagem de uma reta interminável, a estrada tem algumas serras interessantes que chegam até a 500 metros de altitude ou mais. Quando estávamos a 50 km do próximo posto, paramos para reabastecer o Dário. O combustível não acabou, mas devido a distância entre os postos, as serras e o aumento de consumo da moto devido ao vento o combustível estava muito curto. Simplesmente pela precaução de evitar o motor de ficar sem combustível, fizemos essa parada técnica.

No posto seguinte, logo após Puerto SAN Julian, abastecemos as motos, comemos um sanduíche e voltamos para a estrada. Na saída 2 argentinos que estavam voltando de Rio Gallegos falaram que o vento estava forte neste trecho. Apesar de não devermos confiar em argentinos, eles estavam certos: tinha vento. Muito vento.

O vento era facilmente de 40 a 50 km/h. Mas o pior eram as rajadas que tornava a pilotagem das motos um verdadeiro malabarismo. Existiam alguns pontos de chuva isolados,mas para a sorte dos que estavam de moto não cruzamos com chuva a maior parte do tempo. A estrada continuava boa e vazia. Mas o forte vento fez a velocidade despencar da média de 110 km/h que vínhamos mantendo para 70 km/h. Por vezes até menos. A equipe do carro assistia de dentro do carro com os seus confortáveis 22 graus a briga dos motociclistas para se manterem na pista com temperatura de 6 graus sensação térmica de menos alguma coisa. E o vento lá. Sem dar tréguas. Essa ventania durou uns 70 km e só acabou quando finalmente passamos a última Serra e entramos em Rio Gallegos. Nesse momento começou a chover mas já estávamos a menos de 10 km do hotel.

Foi uma etapa longa, exaustiva e trabalhosa. Paramos no bar do hotel e tudo que queriam era alguma bebida quente. As opções foram de chocolate quente a whisky. Passado o descongelamento inicial, apesar da cara de cansados era nítida a satisfação de ter terminado mais essa etapa. Com todas suas adversidades.

Amanhã tem mais. Mas, devido às condições climáticas, vai ser de carro até o Ushuaia.



Thursday, October 24, 2019

Rio Galegos- Ushuaia





Precaução é importante e adaptar faz parte do jogo. Durante a vinda de Caleta Olívia para Rio Gallegos durante as paradas para reabastecer, encontramos com alguns motociclistas voltando de Ushuaia que avisaram ter muita neve e vento no Ushuaia. A previsão meteorológica também não era das melhores e o grupo acabou decidindo que seria mais prudente deixar as motos em Rio Gallegos e alugar um carro para descer ao Ushuaia.

Alugar o carro parece uma tarefa fácil. Mas não em Rio Galegos. Na chegada na cidade passou-se na locadora e está tinha o incrível horário de funcionamento de 8 as 11, ambos da manhã. No dia seguinte 
chegou.se na locadora, as 8:30, já com a reserva feita e...... estava fechada. Depois de liga daqui e conversa dali, o carro foi finalmente alugado. Tinha ainda que levar as motos e a carreta até o estacionamento. Com toda essa movimentação só fomos consegui sair às 10:30 da manhã.

Depois de rodar 60 km, chegamos na fronteira com Chile. A imigração, apesar de extremamente burocrática com todos seus carimbos e papelitos, não levou mais de 30 minutos.

Já no lado chileno, com boas estradas e ventos bem inferiores aos do dia anterior, seguimos até a balsa que cruza o estreito de Magalhães. Tivemos sorte de chegar quando uma balsa estava quase saindo e assim não esperamos muito.

A travessia não leva mais de 20 minutos e a viagem segue ainda pelo lado chileno. As condições de viagem são boas e os motociclistas começam a mostrar um arrependimento de terem deixado suas motos para trás.

A imigração chilena parece fechada e por isso passamos direto. 10 km à frente encontramos a imigração Argentina. Nesta imigração nos pedem os papéis de saída do Chile. Como não tínhamos, voltamos aqueles 10 km, fizemos a saída do Chile e depois finalmente conseguimos regressar à Argentina.

A viagem continua pela Argentina sem grandes emoções, até um guanaco ( espécie de lhama local) se atravessar na frente do carro alugado. Só para quebrar um pouco a monotonia.

Depois de passarmos por Rio Grande, estamos a apenas 80 km de Ushuaia. Este pequeno trecho é uma subida da serra. O visual com lago de um lado e montanha nevada do outro faz os motociclistas suspirarem e questionarem o porque de ter largado suas motos sozinhas e desamparadas em Rio Gallegos. Por volta das 7 da noite chegamos ao Ushuaia. Um dos carros segue para o aeroporto para buscar a Fernanda que está chegando no mesmo horário e o outro carro segue para o hotel.

Foi um dia longo porém tranquilo. Como o tempo estava muito bom na estrada e no Ushuaia, a cara de desapontamento dos motociclistas era nítida. Mas isso, faz parte do jogo. Agora os próximos 2 dias são de descanso no Ushuaia.


2 Dias em Ushuaia





Chegamos em Ushuaia na terça à noite. Antes de ir ao hotel o carro alugado com GUI, Rubens e Dário foram ao aeroporto buscar a Fernanda ( esposa do Rubens) que chegava por volta daquele horário. Nesta noite, ainda cansados da viagem,jantamos no hotel e fomos dormir.

Na quarta feira o dia amanheceu espetacular. Apesar das baixas temperaturas o dia era absolutamente limpo. Era possível ver a decepção estampada na cara dos motociclistas, especialmente do Guilherme. Saímos para andar na rua principal da cidade, o que não levou mais do que 20 minutos. Gui foi ao aeroporto buscar a Sibelle que estava chegando. O grupo só crescia e ficava melhor. Saímos para almoçar uma parrilla tendo como prato o famoso Cordeiro patagônico e depois fomos fazer um passeio de barco pelo canal de Beagle e ver a isla dos lobos, leões marinhos e um parente do pinguim. A noite enquanto alguns jantaram apenas uma sopa no hotel, outros apenas beberam pois ainda estavam digerindo o cordeiro patagônico.

Na quinta feira Ushuaia amanheceu abaixo de neve: muita neve. Os carros completamente cobertos de neve. Quase impossível acreditar quão limpo havia sido o dia anterior. Neste dia pela manhã nosso grupo teve uma baixa: Marco Aurélio voltou para Porto Alegre. Uma viagem tão longa, vários elementos entram e saem ao longo do caminho. Aqui o agradecimento do grupo ao MA por fazer parte da expedição até aqui. Apesar da neve o voo decolou apenas com um pequeno atraso. No almoço fomos comer as conhecidas centojas, um primo do king crab da região. Depois fomos ao museu que engloba o marítimo e o museu da prisão, que é uma antiga prisão do Ushuaia desativada.
A noite fizemos um happy hour pois amanhã é dia de voltar a estrada e os motociclistas não veem a hora de reencontrar com suas amadas ( e não estou falando das esposas ou namoradas)

Wednesday, October 23, 2019

Ushuaia - Rio Galegos




Guilherme aparece no café sorrindo. E não é pela Sibelle. A neve caindo lá fora, as estradas cobertas de neve e a previsão da continuação da neve pelos próximos 2 dias são a confirmação de que alugar um carro para vir de Rio Galegos para Ushuaia foi completamente acertada.

Os carros tem as seguintes tripulações: no pace car Fernando, Clarissa, Nelson e Dario. No carro alugado Guilherme, Sibelle, Rubens e Fernanda. Ainda na cidade de Ushuaia o carro alugado patina em uma subida e como alternativa para vencer a neve tem que subir a lomba de marcha ré.

Se tinha neve na cidade,tinha muito mais na serra. Nevou tanto nos 2 últimos dias que tem pontos que mal da para definir o que é estrada e o que não é. Entretanto, por causa da neve, a estrada fica ainda mais bonita. Passados a serra, quase na cidade de Rio Grande, a neve simplesmente some como num passe de mágica e a viagem volta a ter o cenário normal.

A primeira parada é em um posto de gasolina na fronteira da Argentina com o Chile. Depois de errar a imigração na ida, aprendemos a lição para a volta. Entramos na imigração e......... está errada. Entramos na imigração para entrar na Argentina. Do outro lado da rua ( na nossa mão ) era a imigração para sair da Argentina. Após a imigração e mais carimbo no passaporte saímos da Argentina. 10 km a frente, fazemos a entrada no Chile. E mais carimbo.

Um possível contratempo que levamos em consideração é a balsa que atravessa o estreito de Magalhães. Porém, assim como na ida, tivemos sorte e menos de 5 minutos depois de chegar no ponto de embarque a balsa chegou.Essa balsa, diferente da ida, tinha uma cabine grande para espera e um bar. Depois de 15 minutos de viagem chegamos no porto e seguimos viagem pelo Chile.

Na imigração conseguimos a proeza de parar na imigração errada de novo. E assim mantivemos nossa média de 100% de erro nas aduanas. A viagem segue tranquila porém os últimos 30 km a estrada é bastante esburacada, diferente da grande maioria do percurso. Chegamos em Rio Galegos por volta das 5 da tarde e os motociclistas foram buscar suas máquinas. Afinal de contas, amanhã é Calafate na proa e a previsão é de vento.

Tuesday, October 22, 2019

Rio Galegos - Calafate



Depois de ir ao Ushuaia de carro e passar 2 dias lá, os motociclistas não viam a hora de reencontrar suas máquinas. Assim que chegamos em Rio Galegos o primeiro ato foi ir à garagem onde estavam as motos e trazê-las para o hotel, preparando se para a saída as 6:30 no dia seguinte. O cedo horário tinha um motivo: a previsão do vento.

No sábado as 6:30, todos estão vestindo as suas roupas de batalha. A satisfação de voltar a estrada de moto é nítida. E assim, voltamos a estrada. Calafate está a apenas 300 km de distância. Desta vez as motos contam com uma participante a mais: Sibelle está na garupa do GUI.

O dia é absolutamente limpo e a temperatura é de zero graus. O vento, aquele prometido, está forte o que faz a sensação térmica despencar. A estrada é boa e vazia. A primeira ( e única ) parada programada é em Esperanza, um posto de gasolina que fica a 130 km de Calafate.

Apesar dos fortes ventos com rajada previstos o grande desafio dos motociclistas foi outro: o frio. Foi unânime a opinião de que esta foi a etapa mais gelada até agora. Nesta parada tivemos também uma emergência: não mecânica mas intestinal. Um dos elementos chegou tão apertado que quase não deu tempo de chegar ao banheiro, mas no final, deu tudo certo.

No posto, Sibelle veio para o carro. Estava muito frio para ficar na garupa. Entretanto vale aqui a menção que foi a primeira garupa da viagem e logo nos 170 km mais frios e ainda com bastante vento. Parabéns especial para Sibelle por sua bravura.Uns 20 kms após sair do posto, um carro emparelhou com o pace car e a mulher no banco do carona apontava para um galão de gasolina: era o nosso. O galão se soltou e ninguém percebeu. Por sorte o carro atrás do nosso viu, recolheu o galão e ainda correu atrás do carro para devolver.

Nessa segunda etapa subimos uma longa serra chegando ao topo de 900 metros. Na serra o vento aumentou mas não comparado ao dia entre Caleta Olívia e Rio Galegos. A recompensa veio na descida da serra: Um belo visual panorâmico numa deliciosa estrada cheia de curvas. E o melhor: o vento começou a dar uma trégua.

As 11:40 da manhã as motos encostavam no hotel. Foi o dia que se se chegou mais cedo. Celena e Lizete já estavam no hotel e se juntaram ao grupo que só melhora a cada dia. Agora serão 2 dias de descanso em Calafate antes de continuar a jornada.

Monday, October 21, 2019

Calafate - Perito Moreno





O plano original previa voltar até Rio Galegos ( de novo) e depois subir para Bariloche. Um estudo na rota e descobrimos que a rota 40 além de muito mais bela e conhecida significava 450 km a menos de viagem. Entretanto essa rota não havia sido considerada inicialmente devido um trecho de 72 km ser de ripio.

Não sabe o que é ripio? Ripio é uma denominação em espanhol para estrada não pavimentada. É uma estrada não apenas de terra, mas com muita pedra. A velocidade reduz muito e o risco de tombos é grande. Ripio para os motociclistas é como kriptonita para o super-homem. Apesar dos riscos, todos concordam em seguir por esta rota.

As 7:34, com 4 minutos de atraso, se parte de Calafate rumo a Perito Moreno, 666 km de distância e ainda com 72 km de ripio. Dia de grandes desfalques:Celena, Lizete e Sibelle ficam em Calafate e vão voltar de avião. Os primeiros 200 km são perfeitos: Temperatura de 6 graus mas que vai aquecendo lentamente e sem vento. Perto de 3 Lagos abastecemos e após uns uns 20 km mais tarde chegamos no tão temido ripio.

Os primeiros km são difíceis. Acertar a velocidade, ver por onde é melhor passar, acostumar com as derrapadas da moto. Depois de uns 20 km de ripio um dos motociclistas cai. A roda vira nas pedras e o super motociclista é derrubado pelo ripio. Quase tão rápido quanto a queda é o tempo do motociclista estar de pé. E pronto para seguir viagem. Entretanto, a queda, apesar da baixa velocidade, quebra a pedaleira ( apoio de pé ) do lado esquerdo. Sem possibilidade de apoiar o pé para fazer marcha e ainda por cima no ripio, só resta colocar A moto na carreta. O processo de colocar a moto na carreta, apesar de ser descrito como fácil, leva uma hora

O trecho de ripio continua chato. Por vezes o terreno melhora mas os motociclistas não podem se empolgar na velocidade, pois a frente vem mais pedra e mais atenção. Passado este trecho a estrada volta a ser boa. E o visual fantástico.

Por vezes vemos a cordilheira dos Andes a esquerda. As montanhas, que antes pareciam sempre iguais, mudam de formato e de cor. Os motociclistas se deliciam nas curvas da rota 40 enquanto o motociclista acidentado dorme no carro para não ter a frustração de assistir o que está perdendo.

O primeiro trecho após o ripio, muitos animais estão próximos a pista. Por vezes alguns cruzam o que requer atenção mesmo com a estrada boa e praticamente vazia. Um trecho de 40 km é marcado por buracos. Neste trecho o pace car sofre bastante, pois além de ter 4 a bordo ainda tem a carreta com uma moto. E passar pelos buracos é um desafio pelo equilíbrio da moto.

Em Bajo caracoles tem um posto, onde uma parada era planejada. O posto parece um lugar esquecido no mundo. Tão esquecido que o caminhão de abastecimento não chegou. Com isso, não tinha combustível. Uma das motos não teria autonomia para chegar a Perito Moreno. As outras 2 chegariam mas muito no limite. Desta forma decidiu-se abastecer as 3 motos com o galão de combustível.

Esse último trecho entre Bajo Caracoles e Perito Moreno é uma bela serra. Com uma descida fenomenal antes de Perito Moreno. As 19:00 horas, depois de 11:30 de jornada, chega-se ao hotel. Dia longo. Dia duro.

O hotel são pequenas cabanas. Para felicidade dos aventureiros há uma cozinha completa onde é possível fazer o happy hour. Depois de um rápido banho todos se encontram na cozinha para beber cerveja, whisky, comer uma pizza e evidentemente fazer bullying com o acidentado. Faz parte do jogo.

Agora é ir dormir porque amanhã é dia de tentar concertar a BMW e seguir viagem, rumo a Esquel.



Sunday, October 20, 2019

Perito Moreno - Esquel




Não são nem 7 da manhã e Nelson e Dário olham a moto na carreta. Pensam em soluções de como consertar a tal pedaleira. Inúmeras ideias já foram pensadas, até a ideia bagual de colocar uma cela e ir com o pé no estribo já foi cogitada. Dentre tantas possibilidades decide-se por uma solução mais definitiva: fazer a solda.

Inicia-se então a jornada na cidade atrás de soldador. Cidade pequena o tempo passa diferente: nada acontece,então não se tem pressa para nada. A cidade começa a se movimentar as 9 da manhã. Em uma oficina mecânica aberta conseguimos que alguém acorde um soldador.

Ontem quando chegamos na cidade, a localização do hotel no Waze estava errada. Perguntamos para alguém na rua onde era o hotel e este nos disse para segui-lo que ele nos indicaria aonde era o hotel. Quem era o soldador? Esse mesmo cara que tinha nos guiado até o hotel. A cidade é pequena mesmo.

O soldador diz que é possível fazer a solda. Numa conta rápida vimos que para cobrir os 538 km até Esquel levaríamos 6 horas sem considerar as paradas. Em um cálculo pessimista com 2 paradas o tempo total seria de 7 horas. Colocamos como horário limite de saída 11 horas. Só esquecemos de combinar com o soldador.

Lembra aquela história do tempo passar diferente: Então. Aquela solda que não levaria mais do que meia hora levou mais de 3. Conseguimos pegar a pedaleira as 12:20. O processo de instalação da pedaleira parecia pit stop de fórmula 1: Nelson já estava ajoelhado com as chaves Allen preparadas. Guilherme se posicionava para segurar a peça na posição em que deveria ser fixada. Rubens mais do que pronto para criticar o serviço. Após a chegada da peça em menos de 10 minutos estávamos na estrada. Mais de 1 hora e 30 além do previsto.

A ideia é manter uma boa média de velocidade. Nos primeiros kms é fácil pois a estrada é boa e vazia. A primeira parada é em Rio Mayo, a 130 km de Perito Moreno. A parada é no estilo pit stop. Fuel and go. 13 minutos cronometrados de parada. Uns 80 km depois da parada a qualidade da estrada piora bastante.

As estradas na Argentina são na sua maioria muito boas. Entretanto, alguns trechos de 40 a 50 km são completamente esburacados. Nesses trechos é difícil manter uma velocidade, especialmente para o pace car pois as motos por vezes conseguem desviar dos buracos com mais facilidade.

Após esse trecho de 40 km a estrada volta a melhorar e a média de velocidade aumenta novamente. O problema é que com a distância entre os postos de 230 km e com a velocidade aumentando para 120 km/h o consumo da Deluxe aumenta muito. Com isso, nos últimos 25 km antes do abastecimento em Gobernador Costa a velocidade da Deluxe reduz bastante para chegar no posto. Apesar disso, a média geral foi boa e assim Nelson permite até que se tome um café.

Com a distância de 180 km para Esquel e uma bela paisagem de montanhas, chegamos em Esquel as 18:30. As 2 paradas somadas não levaram mais de 35 minutos. E com o por do sol as 8 da noite chegamos ainda com claridade. Agora é achar um lugar para jantar e depois dormir porque amanhã tem mais.
Rumo a Bariloche.

Saturday, October 19, 2019

Esquel - Bariloche




Para quem vem andando 600/700 km por dia, uma etapa de 284 km parece volta na quadra. Com o tempo de viagem previsto para menos de 4 horas, decide-se por uma saída mais tarde, por volta das 10 da manhã.

Mas motociclista quer rodar. As 9:30 a movimentação de saída é intensa e 10 minutos mais tarde já estão todas alinhados na frente do hotel. Após o abastecimento ainda em Esquel e a dificuldade da BMW se entender com o calibrador de pneu, partimos para Bariloche.

Os primeiros km são a subida de uma serra com uma paisagem incrível: montanhas, neve, floresta. Realmente sensacional. A beleza natural só é ofuscada pela qualidade da estrada: novamente bastante buracos. Entretanto após 40 km acabam se os buracos e aí é só alegria: Estrada boa, temperatura de 12 graus, sem vento, visual espetacular e muitas curvas. Aqui é o genuíno ride.

Depois de 160 km, paramos para abastecer em El Bolsón. Na volta a estrada, mais serra e belas paisagens. Na descida da serra de Bariloche margeamos o belíssimo lago Guitiérrez antes de entrar na cidade. Depois de 4 horas, mais uma etapa está vencida.
Foi uma das menores etapas da viagem até aqui. Porém, foi a etapa com mais beleza natural e paisagens deslumbrantes ( na minha opinião). Amanhã estaremos descansando em Bariloche e amanhã à noite mais um integrante se junta ao grupo: Bobbi chega direto dos EUA para seguir na expedição.

Friday, October 18, 2019

Bariloche - Lós Angeles





Sair (quase) sem destino. Esse era o roteiro do dia. Na verdade o objetivo era chegar a Lós Angeles, no Chile. O problema é que não sabíamos quanto tempo iríamos gastar na alfândega chilena. Desta forma, não reservamos nenhum hotel e deixamos para decidir após passar a fronteira.

A saída de Bariloche é pela rota 40 beirando o belo lago Nahuel Huapi. A tripulação das motos teve uma substituição: Bobbi, o recém chegado dos EUA, assumiu a BMW enquanto Rubens foi para o carro alugado. Com certeza Rubens se arrependeu de ter feito a troca. A temperatura é de 9 graus, não tem vento e a estrada é perfeita. Uma subida de serra com curvas fechadas fazem os motociclistas irem ao delírio. Chegamos a subir até 1200 metros, antes de começar a descida, com pista seca mas muita neve nos arredores. Difícil de acreditar que se teria essa condição climática na Argentina especialmente em outubro.

Depois de 120 km, chegamos na fronteira da Argentina com o Chile. Depois de fazer a saída da Argentina, continuamos subindo até chegar no Chile. E a estrada continua com um visual indescritível. Após entrar no Chile, começamos a descida da serra. Impressionante como basta passar a fronteira e o visual já muda: muito campo, gado, plantações. O Chile, devido à falta de área fértil, aproveita bem as terras. No fim da serra, um trecho de uns 20 km de estrada em construção que faz o trânsito ficar bem lento.

Após este trecho, entramos na highway. Apesar de ampla e segura, a estrada é monótona. Paramos para abastecer e comer um sanduíche. Um cartão de crédito não funciona e alguém saca dinheiro para se pagar um sanduíche. É a sorte. Na highway, há varios pedágios e só aceitam pagamento em dinheiro e só de pesos chilenos. Assim vamos rodando na monótona highway e pagando seus intermináveis pedágios.

A monotonia só é quebrada por eventuais ultrapassagens mas no geral o visual não empolga muito. Chegando em Lós Angeles, nosso hotel fica na estrada, fora da cidade. Erramos a entrada e temos que voltar para a highway. O próximo retorno é a 5 km. Mas o que são 5 km ( na verdade 10 - 5 de ida e 5 de volta) para quem já percorreu 650 km hoje. Até aqui não houve problema com a situação política do Chile, mas amanhã vamos cruzar Santiago, uma das áreas mais afetadas.
Vamos esperar para ver como vai ser.



Thursday, October 17, 2019

Lós Angeles -Lós Andes





O horário previsto de saída era 8 da manhã, isto porque o café começava às 7:30. Entretanto, as 8 a movimentação de saída ainda é tímida, o que faz Nelson, com a moto já ligada, parar no estacionamento e cruzar os braços mostrando sua insatisfação. Hoje a etapa são “ apenas “ 590 km mas o Chile está em estado de guerra e Santiago, por onde devemos passar é um dos locais mais atingidos.

O plano original previa um pernoite em Santiago. Porém, a alguns dias atrás, antes das manifestações, já tínhamos decidido passar de Santiago e parar em Los Andes, isso devido a logística de conseguir estacionar em cidade maiores. Os protestos, que acontecem não apenas em Santiago, só serviram para reforçar a nossa intenção.

Saímos em direção ao posto de gasolina, para abastecer e sacar dinheiro, já que não sabemos se vai haver combustível e assim como ontem tem muitos pedágios pelo caminho. Mantemos a mesma combinação de ontem: ao chegar no pedágio, o pace car ultrapassa as motos e paga para todos.

O começo do dia, com temperatura de 15 graus, nublado e uma highway muitíssimo bem conservada, a viagem chega a ser monótona. Depois de abastecer e tomar um café a viagem continua tranquila, tendo como único incidente a lanterna da BMW soltou-se ( por sorte ficou pendurada pelo fio) e tivemos que parar para fixar a lanterna.

Ao aproximarmos de Santiago, observamos vários postos de gasolina com fila. Paramos em posto ( com fila) uns 50 km antes da cidade. A ideia era ter autonomia para chegar a Los Andes.

Continuamos na highway rota 5. Entretanto, ao entrarmos na área da grande Santiago, os pedágios passam a ser exclusivamente por tag, sem a opção de pagamento manual. Não tínhamos o tag pois em nenhum lugar havia a esta informação. Na dúvida sobre o que fazer, saímos da highway para discutir nossas opções.

Entrar no centro de Santiago não era uma opção. Continuar na rota 5 era passível de multa. Perguntamos para um morador e este nos disse que poderíamos pegar a Gran Via, avenida que cruza Santiago de sul a norte, sem entrar na cidade. Parecia uma boa opção.

O problema é que as manifestações já tinham se espalhado muito além do centro. Passamos por vários cruzamentos onde pneus haviam sido queimados ( provavelmente em protestos ontem) e muitas lojas haviam sido depredadas.

Chegamos em um ponto onde a situação estava tensa. A manifestação estava na rua e os vândalos estavam quebrando e saqueando lojas. Vendo a deterioração das condições , tomamos a decisão de fazer meia-volta e retornar para a highway. A manobra de retorno foi repentina, o que dificultou a manobra das motos. Ainda assim, todos conseguiram fazer a manobra e continuar seguindo para a highway.

Uma nova decisão foi tomada: voltar para a highway e esquecer os pedágios. Se tomarmos multa, pagamos. O país está em estado de sítio e a segurança dos participantes da expedição é muito mais importante do que uma possível multa.

Na ruta 5, a viagem volta ao normal. Em alguns pontos vemos sinais da manifestação ocorrida nos últimos dias porém a estrada não tem nenhum bloqueio.

Los Andes fica no começo da cordilheira. Para chegar passamos uma pequena serra e um túnel. Assim que entramos na cidade, encontramos um posto de gasolina com fila e as motos param para abastecer.

Os carros continuam para o hotel e ao chegarem se deparam com uma cidade que parece fantasma: Praticamente todo o comércio fechado em função dos protestos. Tem apenas um bar na esquina do hotel aberto. Vamos ao bar e compramos sanduíches e cervejas para levar para o hotel pois são 6:20 da tarde e daqui a 40 minutos tem o toque de recolher.

Apesar da boa estrada e estrutura do país, a informação de pedágio é medieval. Isto somado ao estado de sítio fez esta etapa que seria simples se tornar a mais tensa até agora. As motos estão abastecidas e os carros também. Amanhã é dia de cruzar a cordilheira dos andes, rumo a Mendonza.


Wednesday, October 16, 2019

Lós Andes - Mendonza





A apreensão pairava no ar. Ontem a noite, durante o toque de recolher, enquanto jantávamos os sanduíches com cervejas que conseguimos comprar, sentimos o cheiro de pneus queimando. Em seguida, tiros e minutos depois o cheiro de algo tóxico: Era gás lacrimogêneo que a polícia jogava contra os manifestantes. A situação estava complicada no Chile.

Não seria de bom tom sair antes das 8, uma vez que este era o horário que terminava o toque de recolher. Estávamos a apenas 50 km da fronteira mas informações apontavam para possíveis bloqueios na estrada. Decidimos partir e ver como estava a situação.

Inicialmente a estrada parecia sem problemas, mas em menos de 15 km começamos a passar por vilarejos onde se via resíduos de pneus queimados. Mais à frente, o trânsito parou: o exército estava na rua retirando manifestantes e barricadas. Quando passamos ainda haviam pneus pegando fogo.

Logo em seguida começamos a subir a cordilheira. Vendo tráfego descendo concluímos que a estrada não estava fechada e assim começamos a relaxar e curtir a paisagem. A paisagem é de tirar o fôlego. Literalmente, pois nas curvas dos caracoles chegamos a 3200 metros de altitudes. No topo, chegamos na imigração com a Argentina.

Imigração pela América do Sul é sempre igual: muita burocracia, muito papelito para nada. No Chile, por não fazer parte do mercosul, pior ainda. Gastamos praticamente 1 hora para cruzar a fronteira.

Já no lado argentino começamos a descida dos Andes. Neste trecho Fernanda vai de moto, na garupa de Nelson. A pista é sensivelmente pior mas com um visual tão deslumbrante quanto do lado chileno. A grandiosidade e imponência da montanha impressionam. O visual é tão bonito que não se sente os km passarem.

Uma rápida abastecida em Uspalata e seguimos rumo a Mendonza. Neste trecho começam a aparecer as vinícolas. E são inúmeras: com suas magníficas entradas e parreirais a vista a viagem continua e quando se percebe, já estamos em Mendonza.

A entrada no Chile com todos os problemas de câmbio, mal funcionamento dos cartões de crédito, pedágios, e principalmente a situação política do país, foi decepcionante. Entretanto a beleza e magnitude do cruzamento dos Andes fez com que a ida ao Chile tenha valido a pena. Agora é um dia de descanso em Mendonza e depois rumo a Porto Alegre. Faltam 2000 km agora.


Tuesday, October 15, 2019

Mendonza - Marcos Juarez





Readaptar, readaptar, readaptar.... este é o mantra desta viagem. O plano inicial previa ir a Córdoba, depois Uruguaiana e finalmente Porto Alegre. No entanto, a etapa de Uruguaiana a Porto Alegre seriam 700km. Com a intenção de chegar mais cedo em Porto Alegre, resolvemos rever a rota buscando rodar mais nos 2 primeiros dias e reduzindo no terceiro. Depois de várias simulações chegamos no seguinte intinerário: Mendonza - Marco Juarez - Tacarembó- Porto Alegre. As distâncias para cada dia serão 748, 679, 608 respectivamente.Aumentou-se um pouco a distância nos 2 primeiros dias ( por volta e 50 km) e se reduziu o último,

Plano refeito é hora de voltar para a estrada. A saída é marcada para as 7:30. Hoje mais uma mudança na tripulação : Fernanda volta para o Rio de avião. E os outros elementos seguem a jornada.

O primeiro trecho é pela highway. Vazia e tranquila. Tão tranquila que Bobbi vem dormindo no carro. O visual é de muito campo, porém com mais gado do que antes. Aqui já é o começo da região dos Pampas.Após 200 km uma rápida parada de abastecimento e seguimos pela auto estrada.

O visual, apesar de belo ,não muda muito. A temperatura começa a subir e já temos 22 graus. Na segunda parada. Bobbi, o dorminhoco, assume a BMW.

Assim que saímos do posto, a estrada muda para uma de menor, de mão simples. O tipo de campo também muda, entretanto a pecuária continua sendo a atividade predominante.

Ao sair da terceira parada, Bobbi vai testar a HD. A saída tudo parece está normal. Porém, uns 15 km após o posto de gasolina um carro emparelha com o pace car. Este avisa que o “Guarda Barros” da carreta se soltou a alguns km atrás. E o que seria o guarda barros? Em bom português pára-lamas.O pace car retorna e consegue encontrar o paralamas. A peça rachou. Como não estamos em Perito Moreno ( onde soldamos a pedaleira da BM) colocamos a peça na mala e seguimos viagem.

A rota 11 é uma estrada de mão simples bucólica. No meio da estrada, literalmente no meio do nada, uma parada policial. O elemento no banco de trás não usava cinto de segurança, o que nos vale uma notificação policial.

A viagem continua pela estrada secundária. Apesar do longo tempo de viagem, a paisagem continua variando entre Campos com gado e plantações. E desta forma chegamos a Marcos Juarez. Um dia longo e cansativo mas em contrapartida o mais longo da volta Mendonza-POA. Agora são apenas 2 dias. E amanhã é Tacuarembo.


Monday, October 14, 2019

Marcos Juarez - Tacuarembó





A saída é as 8 da manhã. Depois de abastecer todos os veículos partimos para mais uma etapa, desta vez em direção a Tacarembo, no Uruguai. Mais uma modificação na tripulação das motos: Bobbi assume a HD de Gui e este vem para o pace car.

No início uma highway, com asfalto mal conservado e um trânsito que vai aumentando à medida que nos aproximamos de Rosário.

Deixamos Rosário a direita e contornamos a cidade. No rio Paraná há uma obra de anda e para e aproveitamos a parada para uma comemoração: A valente BMW ultrapassa a barreira de 100.00 km. Cruzamos o rio Paraná por uma ponte e seguimos viagem. A paisagem muda novamente e temos lagos e uma vegetação também diferente.

A primeira parada é em Nogoya. A viagem continua por uma estrada boa de mão simples porém com algum tráfego de caminhões, o que faz com que o pace car fique um pouco para trás.

Seguimos por esta estrada por um tempo até entrar novamente em outra highway. Neste trecho, outro marco atingido hoje: O pace car atinge a marca de 10.000 nesta viagem!!!Nesta estrada, paramos em Colon para abastecer e nos livrarmos dos pesos argentinos. Nesta parada troca nas motos: Gui volta para HD, Bobbi vai para BM e Rubens vem para o pace car.

Logo após abastecermos, cruzamos a ponte e chegamos em Paysandu, onde fica a fronteira com o Uruguai. A imigração é rápida e em menos de 10 minutos estamos na estrada de novo.

No Uruguai vamos por uma estrada de mão simples mas extremamente bem conservada. E o Uruguai é sensacional. Com essas paisagens mal sentimos o tempo passar e logo chegamos em Tacarembo.

Mais um dia de belos visuais e apesar de longo, extremamente gratificante. Agora só falta uma etapa. Amanhã rumo a Porto Alegre.


Sunday, October 13, 2019

Tacuarembó - Porto Alegre





São 7:02 da manhã e Bobbi ainda não apareceu na recepção do hotel. Isso faz com que Nelson vá até o quarto e quase traga o Bobbi pela orelha. Afinal de contas, são 650 km até Porto Alegre. O plano de parar em Tacuarembó seriam 600 km até a capital gaúcha. Entretanto a estrada com menor distância é muito esburacada, o que leva a uma mudança de planos e a decisão é ir por Bagé, ainda que com 50 km a mais de estrada.

O primeiro trecho da estrada é pela bela rota 5, ainda no Uruguai. Com uma boa e bem conservada estrada e o visual do campo, seguimos rumo ao Brasil. Depois de 160 km chegamos a Riveira para fazer a imigração.

O posto de imigração é estrategicamente junto ao free shop, desta forma todos elementos aproveitam a oportunidade para fazer umas compras. Mas a parada tem que ser rápida, afinal de contas ainda tem 500 km para Porto Alegre.

Observando o belo Uruguai pelo retrovisor entramos em solo nacional. A qualidade da estrada ainda é boa mas o visual já é diferente: A planície quase infinita deixa de existir e agora temos montanhas e muitas árvores.Com este cenário chegamos no primeiro posto de abastecimentos, em Bagé.

Todos reabastecem e tomam a BR 153. A paisagem continua florestal, com Campos e serras até onde a visão pode alcançar. Os valentes motociclistas agora tem mais um desafio: a temperatura. São meio dia e está 26 graus. E ainda aumentando.

Assim que entramos na BR 290, mais uma parada. É a última antes de Porto Alegre. Rubens volta para a BMW e Bobbi para o pace car. A BR 290 é muito ruim: tanto pelos buracos quanto pela quantidade de caminhões. E a estrada permanece assim pelos próximos 160 km. As motos seguem na frente enquanto o pace car fica preso no pesado trânsito.

Agora passamos por Eldorado do Sul e faltam 42 km para chegar em casa. 42 km. A distância de uma maratona. Mas maratona de verdade é o que estes desbravadores fizeram nos últimos 25 dias. 17 pernoites em 15 localidades diferentes. Mais de 11.000 km rodados e muita história para contar.

Passando pelo Guaíba já se consegue ver Porto Alegre. A longa jornada se aproxima do fim. As 16:34 o pace car, último veículo a chegar, estaciona na porta de casa. Está concluída a expedição Ushuaia.

Hoje a noite tem o churrasco de comemoração. Com certeza várias histórias serão contadas mas a experiência desses aventureiros, essas serão lembradas para sempre.



Porto Alegre -tacuarembo

680 km de belíssima rodada. Muito calor ( 38 graus) e no final uma chuvinha para refrescar. Gui perdeu a sola do sapato e Dário atropelo...