A partida está marcada
para as 7:15 da manhã. Entretanto as 6:30 a movimentação de arrumar malas e se
preparar já é intensa no hotel. Todos estão com vontade de iniciar mais essa
etapa. 4 minutos antes do horário previsto a última moto abandona o hotel.
O dia é de céu claro, a temperatura de 10 graus e 700 km nos separam de Rio Gallegos. Os primeiros 200 km são tranquilos: sem muito vento e com uma estrada de qualidade excepcional e praticamente sem trânsito.
A primeira parada é em Tres Cerros. Ontem durante o jantar, entre um copo de vinho e outro estudamos o percurso e vimos que os postos de combustíveis seriam escassos. Melhor aproveitar todas as oportunidades que tivéssemos para abastecer.
Saímos de Tres Cerros e a temperatura esfriou e o vento aumentou. Diferente da imagem de uma reta interminável, a estrada tem algumas serras interessantes que chegam até a 500 metros de altitude ou mais. Quando estávamos a 50 km do próximo posto, paramos para reabastecer o Dário. O combustível não acabou, mas devido a distância entre os postos, as serras e o aumento de consumo da moto devido ao vento o combustível estava muito curto. Simplesmente pela precaução de evitar o motor de ficar sem combustível, fizemos essa parada técnica.
No posto seguinte, logo após Puerto SAN Julian, abastecemos as motos, comemos um sanduíche e voltamos para a estrada. Na saída 2 argentinos que estavam voltando de Rio Gallegos falaram que o vento estava forte neste trecho. Apesar de não devermos confiar em argentinos, eles estavam certos: tinha vento. Muito vento.
O vento era facilmente de 40 a 50 km/h. Mas o pior eram as rajadas que tornava a pilotagem das motos um verdadeiro malabarismo. Existiam alguns pontos de chuva isolados,mas para a sorte dos que estavam de moto não cruzamos com chuva a maior parte do tempo. A estrada continuava boa e vazia. Mas o forte vento fez a velocidade despencar da média de 110 km/h que vínhamos mantendo para 70 km/h. Por vezes até menos. A equipe do carro assistia de dentro do carro com os seus confortáveis 22 graus a briga dos motociclistas para se manterem na pista com temperatura de 6 graus sensação térmica de menos alguma coisa. E o vento lá. Sem dar tréguas. Essa ventania durou uns 70 km e só acabou quando finalmente passamos a última Serra e entramos em Rio Gallegos. Nesse momento começou a chover mas já estávamos a menos de 10 km do hotel.
Foi uma etapa longa, exaustiva e trabalhosa. Paramos no bar do hotel e tudo que queriam era alguma bebida quente. As opções foram de chocolate quente a whisky. Passado o descongelamento inicial, apesar da cara de cansados era nítida a satisfação de ter terminado mais essa etapa. Com todas suas adversidades.
Amanhã tem mais. Mas, devido às condições climáticas, vai ser de carro até o Ushuaia.
O dia é de céu claro, a temperatura de 10 graus e 700 km nos separam de Rio Gallegos. Os primeiros 200 km são tranquilos: sem muito vento e com uma estrada de qualidade excepcional e praticamente sem trânsito.
A primeira parada é em Tres Cerros. Ontem durante o jantar, entre um copo de vinho e outro estudamos o percurso e vimos que os postos de combustíveis seriam escassos. Melhor aproveitar todas as oportunidades que tivéssemos para abastecer.
Saímos de Tres Cerros e a temperatura esfriou e o vento aumentou. Diferente da imagem de uma reta interminável, a estrada tem algumas serras interessantes que chegam até a 500 metros de altitude ou mais. Quando estávamos a 50 km do próximo posto, paramos para reabastecer o Dário. O combustível não acabou, mas devido a distância entre os postos, as serras e o aumento de consumo da moto devido ao vento o combustível estava muito curto. Simplesmente pela precaução de evitar o motor de ficar sem combustível, fizemos essa parada técnica.
No posto seguinte, logo após Puerto SAN Julian, abastecemos as motos, comemos um sanduíche e voltamos para a estrada. Na saída 2 argentinos que estavam voltando de Rio Gallegos falaram que o vento estava forte neste trecho. Apesar de não devermos confiar em argentinos, eles estavam certos: tinha vento. Muito vento.
O vento era facilmente de 40 a 50 km/h. Mas o pior eram as rajadas que tornava a pilotagem das motos um verdadeiro malabarismo. Existiam alguns pontos de chuva isolados,mas para a sorte dos que estavam de moto não cruzamos com chuva a maior parte do tempo. A estrada continuava boa e vazia. Mas o forte vento fez a velocidade despencar da média de 110 km/h que vínhamos mantendo para 70 km/h. Por vezes até menos. A equipe do carro assistia de dentro do carro com os seus confortáveis 22 graus a briga dos motociclistas para se manterem na pista com temperatura de 6 graus sensação térmica de menos alguma coisa. E o vento lá. Sem dar tréguas. Essa ventania durou uns 70 km e só acabou quando finalmente passamos a última Serra e entramos em Rio Gallegos. Nesse momento começou a chover mas já estávamos a menos de 10 km do hotel.
Foi uma etapa longa, exaustiva e trabalhosa. Paramos no bar do hotel e tudo que queriam era alguma bebida quente. As opções foram de chocolate quente a whisky. Passado o descongelamento inicial, apesar da cara de cansados era nítida a satisfação de ter terminado mais essa etapa. Com todas suas adversidades.
Amanhã tem mais. Mas, devido às condições climáticas, vai ser de carro até o Ushuaia.
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