Saturday, November 2, 2019

Porto Alegre -tacuarembo




680 km de belíssima rodada. Muito calor ( 38 graus) e no final uma chuvinha para refrescar. Gui perdeu a sola do sapato e Dário atropelou um viado ( nesta idade caçando viado)  mas sem consequências para a moto ou seu indomito piloto. Quanto ao viado não sei pois ele correu.
Estamos no hotel T Ford que é um museo de carros antigos da Ford. Agora..... ao barrrrrr

Friday, November 1, 2019

Tacuarembó - Luján





Bem.... após uma noite no nosso magnífico hotel (1 estrela) T Ford , aliás nome sugestivo nos encontramos no café da manhã. Dário e eu já estávamos lá as 0600 mas logo apareceu Marco Aurélio e clarissa. Rubens chegou e inaugurou a mobília do hotel... as pernas da cadeira cederam e ... meu mundo caiu. Logo em seguida apareceu o Gui com a calça descosturada na perna e como estava chovendo fizemos o concerto . Busquei no carro, na sacola e sobrevivência na selva, meu rolo de speed tape e resolvemos o problema e aproveitando reforçamos a sola da bota que já havia sido colada na véspera .

Terminado o café colocamos nossas roupas de chuva e saímos encarando um pouco de chuva mas com bastante vento e frio. Depois de uns 150 km Dário entrou em emergência de combustível e para economizar reduzimos a velocidade. Ufa, chegamos a Paysandu ,abastecemos, cruzamos a fronteira com a argentina e seguimos caminho em direção a Lujan. No caminho efetuamos duas paradas mas indo para Zarate Dário entrou novamente em emergência de combustível. Acho que desta vez ele rezou para não apagar o motor no meio da highway . Amanhã vamos abastecer nosso galão para uma emergência.
Para encerrar I dia vamos sair em busca do ..... bar. Boa noite a todos

Thursday, October 31, 2019

Luján - Trelew





Fieis seguidores, he he
Chegamos em Trelew, uma cidade depois da que tinha sido programada.
Saímos num belíssimo dia de Primavera, o frio facilmente contornável, e a estrada impecável, não tem “remendos” o que dirá buracos.

Sem falar que não tem pedagio nem pardal...
É só colocar 120 km e olhar para frente.
Assim foi fácil rodar os 817 km que nos trouxeram até aqui.
Literalmente um passeio.

As emoções por conta do Dario: quando conseguimos abastecer (200 km sem nenhum posto é normal), ele só tinha 1 litro no tanque. Depois teve que parar por que foi avisado que a mala dele estava aberta e finalmente outra parada por que a placa da licença perdeu os parafusos e estava pendurada.
Normal numa HD.
Amanhã chega no aeroporto daqui o Fernando, filho do Nelson (meu irmão), que vem do Qatar, via São Paulo e Buenos Aires, e passa a integrar o grupo.
Depois sairemos para Calete Oliva, uns. Km

Tuesday, October 29, 2019

Trelew - Caleta Olivia



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O dia começou mais tarde do que usual. Isto porque toda a trupe resolveu esperar pela minha chegada, prevista para as 10 da manhã. Com o voo no horário, antes das 10:30 já estávamos na estrada.

A etapa programada hoje era de Trelew a Caleta Olívia numa distância de 480 km. Os primeiros 200 km foram com uma temperatura de 10 graus e apesar do sol na partida, após uns 80 km já começou um intercâmbio entre sol e chuva. A estrada era boa, mas não espetacular. Mas nada parecia problema para os bravos motociclistas.

Após 200 km, paramos em posto apenas para abastecer e tomar um café e de volta a estrada. A partir deste ponto a chuva deu uma trégua, a temperatura subiu para uns 16 graus porém um novo desafio apareceu no horizonte: o vento.

Era um vento bastante desafiador. Do carro os comedores de pão de miga podiam ver os destemidos motociclistas sofrendo com o vento, que vinha de todas as direções. Rubens era quem mais sofria, pois por ter a moto mais alta tinha mais trabalho para se equilibrar e vencer o vento.

A próxima parada foi em Comodoro Rivadavia. Foi uma parada rápida, pois o recém inaugurado posto nem lanchonete tinha. Como estávamos a apenas 80 km de Caleta Olívia resolvemos continuar para chegar logo.

Esse trecho apesar de pequeno, o estado do asfalto era muito ruim ( o pior até agora, segundo quem está na expedição desde o começo). E teve de tudo, sol, chuva, ser parado pela polícia, arco íris. Tudo isso em menos de 80 km.

Finalmente as 17 horas chegamos no hotel e agora é hora de ir para o bar e depois descansar pois amanhã tem mais


Friday, October 25, 2019

Caleta Olivia - Rio Gallegos






A partida está marcada para as 7:15 da manhã. Entretanto as 6:30 a movimentação de arrumar malas e se preparar já é intensa no hotel. Todos estão com vontade de iniciar mais essa etapa. 4 minutos antes do horário previsto a última moto abandona o hotel.

O dia é de céu claro, a temperatura de 10 graus e 700 km nos separam de Rio Gallegos. Os primeiros 200 km são tranquilos: sem muito vento e com uma estrada de qualidade excepcional e praticamente sem trânsito.

A primeira parada é em Tres Cerros. Ontem durante o jantar, entre um copo de vinho e outro estudamos o percurso e vimos que os postos de combustíveis seriam escassos. Melhor aproveitar todas as oportunidades que tivéssemos para abastecer.

Saímos de Tres Cerros e a temperatura esfriou e o vento aumentou. Diferente da imagem de uma reta interminável, a estrada tem algumas serras interessantes que chegam até a 500 metros de altitude ou mais. Quando estávamos a 50 km do próximo posto, paramos para reabastecer o Dário. O combustível não acabou, mas devido a distância entre os postos, as serras e o aumento de consumo da moto devido ao vento o combustível estava muito curto. Simplesmente pela precaução de evitar o motor de ficar sem combustível, fizemos essa parada técnica.

No posto seguinte, logo após Puerto SAN Julian, abastecemos as motos, comemos um sanduíche e voltamos para a estrada. Na saída 2 argentinos que estavam voltando de Rio Gallegos falaram que o vento estava forte neste trecho. Apesar de não devermos confiar em argentinos, eles estavam certos: tinha vento. Muito vento.

O vento era facilmente de 40 a 50 km/h. Mas o pior eram as rajadas que tornava a pilotagem das motos um verdadeiro malabarismo. Existiam alguns pontos de chuva isolados,mas para a sorte dos que estavam de moto não cruzamos com chuva a maior parte do tempo. A estrada continuava boa e vazia. Mas o forte vento fez a velocidade despencar da média de 110 km/h que vínhamos mantendo para 70 km/h. Por vezes até menos. A equipe do carro assistia de dentro do carro com os seus confortáveis 22 graus a briga dos motociclistas para se manterem na pista com temperatura de 6 graus sensação térmica de menos alguma coisa. E o vento lá. Sem dar tréguas. Essa ventania durou uns 70 km e só acabou quando finalmente passamos a última Serra e entramos em Rio Gallegos. Nesse momento começou a chover mas já estávamos a menos de 10 km do hotel.

Foi uma etapa longa, exaustiva e trabalhosa. Paramos no bar do hotel e tudo que queriam era alguma bebida quente. As opções foram de chocolate quente a whisky. Passado o descongelamento inicial, apesar da cara de cansados era nítida a satisfação de ter terminado mais essa etapa. Com todas suas adversidades.

Amanhã tem mais. Mas, devido às condições climáticas, vai ser de carro até o Ushuaia.



Thursday, October 24, 2019

Rio Galegos- Ushuaia





Precaução é importante e adaptar faz parte do jogo. Durante a vinda de Caleta Olívia para Rio Gallegos durante as paradas para reabastecer, encontramos com alguns motociclistas voltando de Ushuaia que avisaram ter muita neve e vento no Ushuaia. A previsão meteorológica também não era das melhores e o grupo acabou decidindo que seria mais prudente deixar as motos em Rio Gallegos e alugar um carro para descer ao Ushuaia.

Alugar o carro parece uma tarefa fácil. Mas não em Rio Galegos. Na chegada na cidade passou-se na locadora e está tinha o incrível horário de funcionamento de 8 as 11, ambos da manhã. No dia seguinte 
chegou.se na locadora, as 8:30, já com a reserva feita e...... estava fechada. Depois de liga daqui e conversa dali, o carro foi finalmente alugado. Tinha ainda que levar as motos e a carreta até o estacionamento. Com toda essa movimentação só fomos consegui sair às 10:30 da manhã.

Depois de rodar 60 km, chegamos na fronteira com Chile. A imigração, apesar de extremamente burocrática com todos seus carimbos e papelitos, não levou mais de 30 minutos.

Já no lado chileno, com boas estradas e ventos bem inferiores aos do dia anterior, seguimos até a balsa que cruza o estreito de Magalhães. Tivemos sorte de chegar quando uma balsa estava quase saindo e assim não esperamos muito.

A travessia não leva mais de 20 minutos e a viagem segue ainda pelo lado chileno. As condições de viagem são boas e os motociclistas começam a mostrar um arrependimento de terem deixado suas motos para trás.

A imigração chilena parece fechada e por isso passamos direto. 10 km à frente encontramos a imigração Argentina. Nesta imigração nos pedem os papéis de saída do Chile. Como não tínhamos, voltamos aqueles 10 km, fizemos a saída do Chile e depois finalmente conseguimos regressar à Argentina.

A viagem continua pela Argentina sem grandes emoções, até um guanaco ( espécie de lhama local) se atravessar na frente do carro alugado. Só para quebrar um pouco a monotonia.

Depois de passarmos por Rio Grande, estamos a apenas 80 km de Ushuaia. Este pequeno trecho é uma subida da serra. O visual com lago de um lado e montanha nevada do outro faz os motociclistas suspirarem e questionarem o porque de ter largado suas motos sozinhas e desamparadas em Rio Gallegos. Por volta das 7 da noite chegamos ao Ushuaia. Um dos carros segue para o aeroporto para buscar a Fernanda que está chegando no mesmo horário e o outro carro segue para o hotel.

Foi um dia longo porém tranquilo. Como o tempo estava muito bom na estrada e no Ushuaia, a cara de desapontamento dos motociclistas era nítida. Mas isso, faz parte do jogo. Agora os próximos 2 dias são de descanso no Ushuaia.


2 Dias em Ushuaia





Chegamos em Ushuaia na terça à noite. Antes de ir ao hotel o carro alugado com GUI, Rubens e Dário foram ao aeroporto buscar a Fernanda ( esposa do Rubens) que chegava por volta daquele horário. Nesta noite, ainda cansados da viagem,jantamos no hotel e fomos dormir.

Na quarta feira o dia amanheceu espetacular. Apesar das baixas temperaturas o dia era absolutamente limpo. Era possível ver a decepção estampada na cara dos motociclistas, especialmente do Guilherme. Saímos para andar na rua principal da cidade, o que não levou mais do que 20 minutos. Gui foi ao aeroporto buscar a Sibelle que estava chegando. O grupo só crescia e ficava melhor. Saímos para almoçar uma parrilla tendo como prato o famoso Cordeiro patagônico e depois fomos fazer um passeio de barco pelo canal de Beagle e ver a isla dos lobos, leões marinhos e um parente do pinguim. A noite enquanto alguns jantaram apenas uma sopa no hotel, outros apenas beberam pois ainda estavam digerindo o cordeiro patagônico.

Na quinta feira Ushuaia amanheceu abaixo de neve: muita neve. Os carros completamente cobertos de neve. Quase impossível acreditar quão limpo havia sido o dia anterior. Neste dia pela manhã nosso grupo teve uma baixa: Marco Aurélio voltou para Porto Alegre. Uma viagem tão longa, vários elementos entram e saem ao longo do caminho. Aqui o agradecimento do grupo ao MA por fazer parte da expedição até aqui. Apesar da neve o voo decolou apenas com um pequeno atraso. No almoço fomos comer as conhecidas centojas, um primo do king crab da região. Depois fomos ao museu que engloba o marítimo e o museu da prisão, que é uma antiga prisão do Ushuaia desativada.
A noite fizemos um happy hour pois amanhã é dia de voltar a estrada e os motociclistas não veem a hora de reencontrar com suas amadas ( e não estou falando das esposas ou namoradas)

Porto Alegre -tacuarembo

680 km de belíssima rodada. Muito calor ( 38 graus) e no final uma chuvinha para refrescar. Gui perdeu a sola do sapato e Dário atropelo...